É o seguinte, "Poeira & Asfalto - Sussuros de uma Metrópole" é uma série bem legal de textos que estou fazendo sobre minha cidade linda e amada (Curitiba -PR). Atraves dessa série de posts, espero que vocês consigam sentir o espírito desse lugar.
Aproveitem, ela foi feita com muito amor e carinho... de mim, para vocês. ^^
Parte I - Davis
Antes de começar minha dissertação, gostaria de afirmar que sou apaixonada pelo lugar onde vivo, e estou aqui para mostrar , e não somente criticar, as verdades por trás da batida vigorosa do coração dessa cidade.
Sou amante do som e do brilho cinza da cidade. Gosto de sentir a ferocidade que há em viver em uma metrópole. E é impressionante como os pequenos personagens da cidade me inspiram.
Milhares de pessoas caminham ao mesmo tempo, nos mesmos espaços, todos os dias. Ninguém diz "bom dia" e raramente se olha nas facesdos outros indivíduos. Todos tão dominados pelo fervor de uma vida em que o tempo acaba por se tornar moeda mais valiosa que o próprio dinheiro. Pensando bem, deveriamos receber salários em tempo tambem... Porque simples 24 horas não são o suficiente. Então todos correm. Correm e não olham ao redor. Mas, mesmo em meio a toda a correria, todos notam a presença deles. Eles que surgem reluzindo à luz do Sol.
Seres humanos pintados de prata, declamando verdadeiros poemas em forma de espressão corporal e teimando em viver da arte em um Mundo que muitas vezes fecha os olhos para ela. São esses homens que muitas vezes silenciam os gritos da cidade e, por alguns instantes, livram as pessoas da correria rotineira. Oferecem às pessoas uma chance de se encantar com a arte feita por quem faz arte de forma pura, sem todas as aplicações filosóficas de um ser intelectualizado e vítima de todas as influências exteriores. E ainda assim, essa arte permanece em seu modelo mais belo: a Arte pela Vida.
Gosto, particularmente, de observar seus movimentos, suas faces. São como relatos da vida na cidade gravados na alma de cada um deles. Seus olhares nos contam verdades sobre eles próprios. Nos contam verdades sobre a vida.
Como já disse antes, o espírito dessa cidade, e cada pequeno elemento que a compõe, me inspiram de maneira fascinante. Mas sobre eles, os homens-estátua, prefiro deixar que sua arte complete sozinha os pensamentos humanos e, como fazem a mim, inspirem sonhos e reflexões sobre a vida nas calçadas.
até mais,
beeeijo.
;*
3 comentários:
é, eu também voltei, e agora, no blogger.
uma hora a gente se encontra ai. ;D
Sabe que o meu maior sonho e ficar peladão, pintar meu corpo de prata e sair por aí andando... Sinceramente, to pensando em largar a facul para virar um homem-estatua... Seria completamente sexy eu peladão e prata por aí *____* AAAH, QUE BELEZA!
Não sei bem o que dizer. Eu moro numa cidade ainda maior e também a amo, apesar de todos os problemas. Creio que nas cidades grandes há uma certa "massa crítica", como em bombas atômicas. E da mesma maneira que a explosão decorrente das reações mata violentamente muitas pessoas no processo, é difícil não perceber a luminosidade e o brilho da própria criação no que acontece. Irônico, porque uma foi feita para destruir a outra - uma é um processo instantâneo e destrutivo, a outra uma construção ao longo de muitos anos.
O brilho da massa crítica de idéias da cidade está, para mim, no encontro de muitas culturas, muitas idéias, em fluxo constante. A reação de todo pensamento resulta na evolução cultural que nascem aí: produção de conhecimento, de arte, seja como for, sempre está associado às grandes cidades.
Fato é, enfim, que inevitavelmente as pessoas convergem para um mesmo lugar. Inicialmente para morar a beira de fontes de água, mas depois porque há outras pessoas, e serviços disponíveis, e serviços por se fazer. É um processo de aglutinação natural - para muitos, gerador de incômodo. Mas convenhamos: morar com alguém implica sempre em desistir de alguns confortos privados. O que dizer de morar com outros milhões?
Beijo, e adorei o texto. Continue logo.
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