Olá leitores imaginários queridos! ^^
Tudo bem com vocês? *-*
É isso ai...
Três e cinqüenta e quatro da manhã e eu ainda estou aqui perdendo meu tempo tentando passar alguma coisa interessante para vocês. Na verdade tudo isso só prova uma coisa: talvez eu nunca chegue a ter algo útil de verdade com o que me preocupar.
Mas por mais inútil que possa parecer, eu amo tudo isso aqui. É muito bom poder olhar para as pessoas e tentar mostrar o meu mundo para elas, ensina-las a minha maneira de enxergar.
Sempre que me sento pra escrever aqui eu me pergunto: até quando as pessoas ainda irão perder seu tempo lendo o The White Socks para colocar em suas mentes um amontoado de coisas que nem todos entendem e com as quais a grande maioria não concorda? É nessa hora que eu me sinto mais feliz por manter esse blog, porque eu sei que nada do que eu escrevo aqui é desprezado por completo. Sempre há uma palavra ou outra que serve para alguém.
Pensando dessa forma eu encontro uma inspiração que, na verdade, nunca havia sido perdida. Ela simplesmente não existia.
Muitas pessoas podem pensar que talvez eu não seja tão boa quanto eu poderia [criativa e ortograficamente falando]. Eu não lhes tiro a razão. Mas sei também que tudo o que coloco aqui é parte de mim mesma e tudo o que vocês lêem é um pouco de como eu me sinto sobre o mundo.
Me disseram uma vez que “o encanto do mundo está nos olhos do espectador”, e eu na verdade nunca entendi ao certo o que se quis dizer com isso. Mas hoje eu consegui compreender. Eu fazia minha rotineira visita a alguns sites de noticias e comecei a reler assuntos antigos. Parei em uma manchete que dizia: “Acidente do vôo JJ-3054 soma 188 vitimas fatais até agora.”. Como todos devem (ou ao menos deveriam) lembrar, trata-se do avião da companhia aérea TAM que no dia 17 de Julho do ano passado colidiu tragicamente com o prédio do departamento de cargas da própria empresa, após a tentativa sem sucesso de pouso no aeroporto de Congonhas em São Paulo. Ao ler a noticia paralisei-me inconscientemente e rompi em lagrimas. O que explica isso, na verdade, é a forma como passamos todos a pensar duas vezes em cada passo que damos em nossas vidas após acidentes como aquele. Conseguimos entender que ‘nunca’ é uma palavra muito vaga para ser usada de maneira incerta. Aprendemos a viver como se sempre fosse um começo e um final ao mesmo tempo.
É meus caros... Já faz um ano... E que diabos você tem feito para melhorar a sua vida? O que você já fez para que vidas não precisem mais ser desperdiçadas? Ou melhor... Por acaso você se lembra das tragédias?
Por mais que tente se convencer do contrario, por dentro você sabe que a única coisa importante é a sua vida.
Ser egoísta é tão normal, que nem ao menos percebemos o quanto nós o somos a cada passo de nossas vidas. Uma prova? Responda: Por quem você reza ao seu Deus?
beeeijo pra vocês...
tchaau \o
Um comentário:
O que acontece no mundo neste exato momento, minha cara Storrer? Conflitos étnicos, richas políticas, tragédias intantâneas e previamente anunciadas, mas que nós sequer damos bola, prestando atenção, muitas vezes, em coisas fúteis e que não agregam em nada nosso comportamento, esteriótipo, caráter e identidade. As coisas acontecem, causam comoção, revolta, senso de injustiça, mas quando acontece algo de maior repercussão, fixamos nossos olhos no que está em nossa frente. Quer um exemplo? O caso Isabella. Quem comenta a respeito disso agora? Quem questiona? Muita gente sequer sabe que fim isso deu. Deveríamos ser mais sensatos e não apenas nos passarmos por pessoas que se pasmam diante de um fato que altera nosso cotidiano. Eu me sentiria o cara mais falso da face da terra, mas quem se sente, quando vivemos numa sociedade que liga apenas para o lucro e para seus próprios interesses.
Beijão minha amiga.
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