sábado, 14 de junho de 2008

'A walk to remember' ...

Olá leitores imaginários queridos...

Bem, a maior parte dos que lêem o TWS não tem experiência de vida o bastante para compreender o que eu vou tentar dizer com o Post de hoje. E o restante vai dizer, com certeza, que eu não tenho suficiente experiência de vida para tentar explicar o que eu vou tentar explicar.
Sabe... Eu gosto de basear o que eu escrevo aqui em coisas que fazem parte da minha vida, coisas que eu vejo e que chamam a minha atenção.
Pois bem, eu estava voltando para casa há alguns dias atrás, após um dia normal da minha vida, e me deparei com um grande congestionamento na estrada. O trânsito estava lento e aos poucos comecei a ouvir sons de sirene. Chovia um pouco e já era noite... Avistei um carro da guarda municipal local e um policial sinalizando para os motoristas, tentando manter a ordem ali. O carro onde eu estava passou lentamente ao lado da cena. E naquele momento eu percebi que talvez eu devesse tentar dizer algo às pessoas.
O que chocou mais não foi ver o senhor de uns 60 anos, não muito confirmados pela sua face já que ela estava coberta de sangue, caído na rua, morto, atropelado. Também não foi o fato de o motorista [i]responsável não estar prestando socorro, afinal Seres Humanos são desumanos. O que mais me impressionou foi a forma como ele estava ali, caído. Como se tivesse sido criado apenas para aquilo: Permanecer caído. Como se simplesmente a Vida tivesse o intuito único de levar à Morte, nas piores circunstâncias.
Cada segundo é determinante e a Vida é cheia de pequenas variáveis. Nunca medimos as conseqüências que certas ações podem nos trazer, isso é tão natural. Tão natural quanto o simples ato de viver. Mas, nem sempre natural quer dizer correto. E é ai que se perde a chance de ter um Destino diferente.
Nós caminhamos sempre tão desatentos com o mundo ao nosso redor. Sempre tão preocupados em não perdermos tempo, que deixamos muita coisa importante para trás. Nós somos tão egoístas que esquecemos de nós mesmos. E esquecemos de quem nós somos. E esquecemos de tudo o que nós queríamos para nós. E quando tudo acaba, nós ali permanecemos, como se tivéssemos construído nossas vidas para que elas simplesmente terminassem. Para que fossem perdidas.
Talvez, ver a maneira como aquele corpo estava caído no asfalto, tenha me feito pensar no que eu espero que reste de mim neste mundo além de ossos. Talvez, ter sentido medo de terminar daquela forma, tenha me feito acreditar mais no que eu posso fazer pelas outras pessoas antes que eu não possa mais fazer nada, inevitavelmente.
Existe um fim, meus amigos. Isso é incontestável. E a nós resta apenas decidir o que vai ser deixado para trás. Aquilo que é o nosso bem maior: tudo aquilo que realmente valeu a pena em nossas vidas.


Beijo pra vocês, até...
;*

5 comentários:

Sergio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sergio disse...

A morte é realmente um fato inevitavel, nós podemos tentar fugir dela por bastante tempo até, mas vai chegar uma hora q a gente tropeça ou cansa, e ela pega gente... bom, n é algo para ficar tremendo de medo, mas olhar antes de atravessar a rua é interessante (y)

bom, por mais insignificante q vc possa parecer, vc vai deixar sua marca no mundo, nem q ela seja um monte de ossos, mais um cadavér ocupando o cemitério, ou mais um numero para as pesquisas. e por mais bobo q isso pareça, ainda é algo que muda tudo no mundo inteiro. Mas tentar deixar algo além de mais despesas é o q motiva as pessoas a fazerem outras coisas além de ganhar dinheiro, ser imortalizado como os grandes musicos, artistas e outros loucos é uma perspectiva interessante...tomara q nós sejamos capazes...

bom, esse é um post MTOOOO dificil de se comentar, mas eu tinha prometido. o comentário ficou bem infeliz(ruim), mas fazer o q, é o melhor q eu pude.

continue com o blog minha querida, te garanto q eu só leio e comento pq acho realmente interessante. bjs (L)

Vine disse...

É FODA.
Sem mais..

Anônimo disse...

que tal você relacionar meu blog? :X

Anônimo disse...

Foi o texto mais bem escrito que eu já tive o prazer de ler. Obrigado por fazer muitos como eu pensar de forma um pouco menos egoísta.
Um bejo, fã, admirador e provavelmente, um amigo.